Radar demais ou educação de menos no trânsito?
Descia a Rodovia Anchieta em direção ao litoral paulista, pilotando minha moto, quando quase me envolvi em um acidente. Era para ser um trajeto tranquilo, mas um comportamento impensado de outro motociclista mudou tudo.
Percebi que outra moto vinha no mesmo ritmo que eu. Até aí, tudo normal. Mas logo ficou claro que o condutor, com uma moto menor, queria me passar e para isso precisava acelerar bem mais que eu… E não de forma segura. Em vez de escolher um momento apropriado ou manter distância de outros veículos, ele acelerou forte, me ultrapassou pela esquerda e, segundos depois, jogou a moto na minha frente e freou bruscamente. Se eu não estivesse atento, teria batido.
Só depois entendi o motivo da freada: ele tinha visto um radar móvel. Me passou correndo, se assustou com o radar e tentou corrigir a velocidade de qualquer jeito. O problema é que fez isso colocando a própria vida e a dos outros em risco… Nesse caso, a minha.
O mais curioso é que havia uma viatura da polícia rodoviária ali perto, além de outros pontos de fiscalização ao longo do caminho. A rodovia estava cheia de radares. A intenção, claro, é evitar acidentes. Mas isso me fez pensar.

Será que tantos radares resolvem mesmo o problema do trânsito? Será que baixar o limite de velocidade em vários trechos da estrada é suficiente para tornar o trânsito mais seguro?
Não seria mais eficaz investir na qualidade da formação dos condutores, em vez de apenas puni-los? Ensinar de verdade, com campanhas bem feitas, bons exemplos e uma fiscalização efetiva sim, mas que também oriente de alguma forma a uma pilotagem mais segura, para um trânsito melhor para todos.
Pagamos muitos impostos, e o mínimo que esperamos é que até o dinheiro arrecadado nas multas por quem errou e foi pego em fiscalização seja revertido em algo útil à população. O trânsito precisa de regras, sim. De fiscalização mais efetiva também.
Mas também precisa de respeito e consciência. Quando falta isso, mesmo quem está certo corre riscos. Vale a reflexão. Para todos.
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